Mandar Para Os Quintos
Um amigo dizia:
- Os grandes males de nosso mundo têm sua origem nas minorias articuladas, inteligentes, ambiciosas e perversas, que se instalam nos governos, nas corporações, nas forças militares, nos órgãos de classes, nas milícias terroristas, nas organizações criminosas, a semear discórdia, vícios e violência.
E suspirava:
- Ah! Se fosse possível reunir essa cambada num foguete espacial e mandar para os quintos... Viveríamos num paraíso!
Embora desconhecendo a Doutrina Espírita, nosso impetuoso amigo chegou perto do que nos reserva o futuro.
Esse expurgo deverá ocorrer, quando for decidido pelo Governo Espiritual de nosso planeta.
No espaço de uma geração, na medida em que retornem ao Além, os Espíritos recalcitrantes no mal encarnarão em planetas inferiores, enfrentando limitações e dores superlativas que funcionarão como solventes das sombras incrustadas em sua personalidade, até que resplandeça a luz que identifica sua filiação divina.
Algo semelhante ocorreu com os capelinos.
No livro "A Caminho da Luz", psicografia de C. Xavier, o Espírito Emmanuel reporta-se a Espíritos degredados na Terra. Vieram do sistema de Capela, na Constelação do Cocheiro, situado a quarenta e dois anos-luz de nosso planeta.
"Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um de seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização. Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevado trabalhos. As grandes comunidades espirituais diretoras do Cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores".
Muito adiante do homem terrestre em inteligência e cultura, os exilados de Capela promoveram notável surto de progresso em nosso planeta. Deles originaram-se o grupo dos Árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia, denominados genericamente de "raças adâmicas" por Emmanuel.
Durante os milênios em que estiveram na Terra, guardavam, como era natural, imensa saudade do planeta de origem. Lá, os seres amados, o conforto, a segurança... Aqui, a soledade, as limitações e perigos de uma existência embrutecida, próxima das cavernas... Algo como o europeu rico e culto condenado a viver na pele de um aborígene australiano.
As nostálgicas lembranças que povoavam seus sonhos exerceram poderosa influência em suas concepções religiosas, com a certeza de que haviam sido expulsos de um paraíso.
Ao longo dos milênios purgaram suas culpas e, redimidos, retornaram ao planeta de origem. Poucos permanecem entre nós.
Imaturo, na infância do entendimento, o homem terrestre não conseguiu administrar adequadamente a herança dos capelinos. Desagregaram-se as grandes civilizações que eles instalaram. Perdeu-se o seu acervo cultural... Restou apenas a ideia do paraíso perdido, que deu origem à alegoria do Velho Testamento.
(Richard Simonetti-A Presença de Deus)
No espaço de uma geração, na medida em que retornem ao Além, os Espíritos recalcitrantes no mal encarnarão em planetas inferiores, enfrentando limitações e dores superlativas que funcionarão como solventes das sombras incrustadas em sua personalidade, até que resplandeça a luz que identifica sua filiação divina.
Algo semelhante ocorreu com os capelinos.
No livro "A Caminho da Luz", psicografia de C. Xavier, o Espírito Emmanuel reporta-se a Espíritos degredados na Terra. Vieram do sistema de Capela, na Constelação do Cocheiro, situado a quarenta e dois anos-luz de nosso planeta.
"Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um de seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização. Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevado trabalhos. As grandes comunidades espirituais diretoras do Cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores".
Muito adiante do homem terrestre em inteligência e cultura, os exilados de Capela promoveram notável surto de progresso em nosso planeta. Deles originaram-se o grupo dos Árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia, denominados genericamente de "raças adâmicas" por Emmanuel.
Durante os milênios em que estiveram na Terra, guardavam, como era natural, imensa saudade do planeta de origem. Lá, os seres amados, o conforto, a segurança... Aqui, a soledade, as limitações e perigos de uma existência embrutecida, próxima das cavernas... Algo como o europeu rico e culto condenado a viver na pele de um aborígene australiano.
As nostálgicas lembranças que povoavam seus sonhos exerceram poderosa influência em suas concepções religiosas, com a certeza de que haviam sido expulsos de um paraíso.
Ao longo dos milênios purgaram suas culpas e, redimidos, retornaram ao planeta de origem. Poucos permanecem entre nós.
Imaturo, na infância do entendimento, o homem terrestre não conseguiu administrar adequadamente a herança dos capelinos. Desagregaram-se as grandes civilizações que eles instalaram. Perdeu-se o seu acervo cultural... Restou apenas a ideia do paraíso perdido, que deu origem à alegoria do Velho Testamento.
(Richard Simonetti-A Presença de Deus)
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