sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

                            Jesus: Um Homem Inesquecível

Narram os evangelistas Mateus (26:6-13) e Marcos (14:3-9) que, dias antes do episódio dramático do julgamento e da crucificação, estava Jesus em Betânia, cidade que ficava a uma hora de Jerusalém, cercada por imensos campos de cevada e de pequenos bosques de olivedos e figueiras, que sombreavam a estrada de Jericó. 
Estava Ele em casa de Simão, o leproso, quando se aproximou uma mulher, trazendo um frasco de alabastro, com perfume precioso, e pôs-se a derramá-lo sobre a cabeça do Mestre, enquanto Ele estava à mesa. Ao verem isso, os discípulos ficaram indignados e diziam:
"Qual o motivo deste desperdício? Pois isso poderia ser vendido caro e distribuído aos pobres".
Mas Jesus, ao perceber essas palavras, disse-lhes: "Por que aborreceis a mulher? Ela, de fato, praticou uma boa ação para comigo. Na verdade, sempre tereis os pobres convosco, mas a mim, nem sempre tereis. Derramando este perfume sobre meu corpo, ela o fez para me sepultar. Em verdade vos digo que, onde quer que venha a ser proclamado o Evangelho, em todo o mundo, este momento jamais será esquecido". 
Fazendo-se uma analogia  com essas lembranças da vida do Nazareno, podemos declarar, dois mil anos depois do Seu nascimento, que a Sua vida continua sendo proclamada em todo o mundo. O Espírito Amélia Rodrigues, por exemplo, ditou ao médium Divaldo Franco o livro "Dias Venturosos", e, na introdução, ela destaca: "Hoje, tanto quanto ontem, todos necessitamos de Jesus descrucificado, do homem incomparável que arrostou todas as consequências pela coragem de amar, a ponto de dar a própria vida, para que todos tivéssemos vida em abundância".
Esse esforço e essa proposta de manter vivos os exemplos da vida e da mensagem do fundador do Cristianismo, por parte de Amélia Rodrigues, Joanna de Ângelis e outros Espíritos, têm um significado e uma importância muito grandes, porquanto, não são poucos os que tentam passar a ideia de que Jesus foi um mito, uma alegoria. O escritor espírita, Hermínio Miranda, examina esta questão em seu livro "Cristianismo, a Mensagem Esquecida", onde cita alguns autores que afirmam ter o Cristo nunca existido.
Allan Kardec, ao traçar os objetivos da terceira obra da Codificação, "O Evangelho Segundo o Espiritismo", lançada em abril de 1864, declara que as matérias do "ensino moral", contidas nos Evangelhos, "conservaram-se constantemente inatacáveis" e que muitos pontos dos Evangelhos só são ininteligíveis "por falta da chave que faculte se lhes apreenda o verdadeiro sentido. Esta chave está completa no Espiritismo".
Os espíritas têm a missão de praticar e proclamar o ensino moral do Cristo em toda parte, para que um dia a Terra seja um permanente Natal, impregnada, para sempre, das lembranças dos Seus ditos e dos Seus feitos, que jamais serão esquecidos. 
(Adilton Pugliese-O Espírito Azul)

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