Efeitos da Prece
Em Catanduva, SP, um pai tinha o hábito de chicotear o filho desde pequeno, então com 15 anos de idade. O chicote estava reduzido à metade. O filho vivia martirizado; imagine-se o martírio da mãe ante os sofrimentos do rapazinho.
O senhor X era um bom homem, trabalhador, e não havia explicação para a sua brutalidade.
Ao entardecer de certo dia, ele entra em casa possesso, gritando:
Onde está F?
Ainda não chegou…- disse a mãe aterrorizada ante as feições descompostas do esposo.
Hoje eu mato aquele bandido a pancadas! Imagine! Esteve jogando bilhar depois que saiu do serviço! Arrebento-lhe na cabeça a argola do chicote! E saiu como uma fera à procura do filho, deixando a esposa com os olhos rasos de água. Mal saiu o pai, o filho chegou cheio de alegria.
Mãe… estou com uma fome!
Meu filhinho…- soluçou a mãe. Você terminou o serviço e foi jogar bilhar… Seu pai vai bater tanto em você…
O menino entristeceu-se, não quis jantar, e foi deitar-se para esperar as pancadas. Imaginem a tortura deste rapaz na expectativa do brutal castigo.
Dali a pouco entrava o pai rubro de cólera.
Ele já chegou?
Já, mas o perdoe por esta vez…
Perdoar? Perdoar? Ele vai ver o que é perdão…E você já sabe, hein! Não se meta… Ele vai apanhar com a argola e na cabeça!
Dirigiu-se à cozinha, apanhou o chicote e rumou para o quarto do filho.
A mãe correu para o quarto e caiu de joelhos, pedindo:
Jesus! Tem piedade de meu filhinho!
Nesse momento produziu a prece o seu efeito maravilhoso!
Ouviu-se, no quarto do menino, o grito do pai se lamentando:
Estou desgraçado, meu Deus! Estou perdido! Como será a minha vida?
A esposa correu, em socorro, ao quarto do filho e viu seu esposo, com o braço erguido, empunhando o chicote, choramingando:
Estou paralítico! Estou desgraçado para o resto da vida! Não posso baixar o braço…
E a mãe, envolvida em fluidos de amor e gratidão, foi logo dizendo:
Esposo! Esta é a piedade de Deus e a misericórdia de Jesus Cristo! A caridade de Jesus é tão grande, que eu vou transmitir-te um passe e você vai baixar o braço, não mais para bater em meu filhinho, mas para acariciá-lo e protegê-lo!
Assim se deu. Dias depois, conseguimos apanhar o obsessor do pai do menino e doutriná-lo.
E a paz, graças a Deus, reinará naquele lar se o senhor X souber se defender.
(Cornélio Pires-Coisas do Outro Mundo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário