Depressão
Na problemática emocional que surge nos tumultuosos dias do presente, a conhecida por depressão tem sido eleita como uma das mais insidiosas doenças da emoção.
Todavia, antes de enveredarmos pelo caminho que nos propomos, lembremo-nos de considerá-la radicada no mais íntimo de nossa casa mental. E, em função disso, é imprescindível averiguar inicialmente se tal condição não está sendo produzida por questões de natureza biológica, adstritas à constituição da química cerebral.
A moderna medicina, nos avanços abençoados que observamos, tem desvendado inúmeras situações de aparente caos emocional na área depressiva e que se encontram perfeitamente explicadas pelas alterações da química cerebral nos processos do raciocínio e da compreensão das coisas ao seu redor.
Ninguém poderá negar a influência hormonal no estado de ânimo ou nas disposições dos indivíduos, bastando para tanto, observarem-se as alterações no comportamento feminino nos períodos mensais em que o berço uterino está se endereçando para a descamação rotineira. Na mesma dimensão, alterados os níveis de testosterona no organismo masculino, observaremos o avançar dos estados agressivos quando aquele hormônio se acentua na corrente sanguínea.
Por isso, antes de se buscar rotular de problema de cunho depressivo emocional simples ou, até mesmo de prevalência de ascendentes espirituais obsessivos, impõe-se a indagação sobre o estado de saúde do paciente nestas condições, ocasião em que, ainda que válidos os recursos psicoterápicos ou magnético-espirituais, seu estado se resolverá com a ingestão de elementos farmacológicos que lhe supram as deficiências químicas nos processos neurais.
No que tange à depressão aqui considerada, depois de excluirmos as questões acima referidas, importa considerar que é sempre brecha na armadura do indivíduo que se deixou abater por processos de culpa não equacionados no seu interior. Sempre se encontrará, com maior ou menor ênfase no contexto depressivo e, muitas vezes como disparador desse processo, uma situação de fragilidade que aponta para a autocomiseração, autoflagelação, autopunição que aceitam a solução depressiva como justa retribuição para deslizes materiais ou morais ou delitos efetiva ou supostamente praticados.
O antídoto para qualquer processo depressivo, excepcionados aqueles que constam da abordagem inicial deste capítulo é o Trabalho.
Aquele que se vale da terapêutica laboral, notadamente da que se oferece graciosa e fraternalmente, se vê vacinado contra as tendências à auto comiseração ou fragilidade injustificável.
Oferecer-se sem escolher serviço, mas sentindo prazer por ser útil a alguma causa que torne importante a sua motivação para a vida, representará sempre a medicação mais adequada para que o que tenha tendência à depressão se livre de sua ameaça constante, por descobrir-se importante em algum setor da vida, ainda que não consiga se ver plenamente realizado nos caminhos nos quais depositava os seus sonhos.
Oferecer ao que vê o mundo escuro a visão luminosa da esperança e fazê-lo crer que ela também está disponível para ele, permitirá que os anseios de viver que existem em todas as pessoas apontem o rumo de seus lemes para aquilo que poderá ser menos doloroso ao invés de, simplesmente, embrenhar-se na floresta de medicamentos que pouco conseguem fazer diante dos processos depressivos decorrentes de interferências externas, visíveis ou invisíveis.
E a lembrança da figura majestosa em humildade do doce Rabi da Galileia a dizer: Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e Eu vos aliviarei... demonstrará que, recorrendo à ocupação de nosso tempo com coisas construtivas e, sempre que possível, à terapia de fluidos que o passe magnético da Casa Espírita propicia, só permanecerá em depressão aquele que desejá-la como a única solução para seus problemas pessoais. (Obs.: Este capítulo foi resumido para fins de divulgação na mídia)
(Espírito Públio-Jesus no Teu Caminho-André L. Ruiz)
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