terça-feira, 21 de janeiro de 2020

                                                                O Cão Lorde

José e Chico possuíam um lindo cão. Chamava-se Lorde.
Era diferente de outros cães. Possuía até dons mediúnicos.
Conhecia, nas pessoas que visitavam seus donos, quais as bem intencionadas, quais os curiosos e aproveitadores.
Dava logo sinal, latindo insistentemente ou mudamente balançando a cauda, à chegada de alguém, dizendo, neste sinal, se a visita vinha para o bem ou para o mal...
Chico contou-nos casos lindos sobre seu saudoso cão. Depois, tristemente, acrescentou:
- Senti-lhe, sobremodo, a morte. Fez-me grande falta. Era meu inseparável companheiro de oração. Toda manhã e à noite, em determinada hora, dirigia-me para o quarto para orar. Lorde chegava logo em seguida. Punha as patas sobre a cama, abaixava a cabeça e ficava assim em atitude de recolhimento, orando comigo.
Quando eu acabava, ele também acabava e ia deitar-se a um canto do quarto.
Em minhas preces mais sentidas, Lorde levantava a cabeça e enviava-me seus olhares meigos, compreensivos, às vezes cheios de lágrimas, como a dizer que me conhecia o íntimo, ligando-se ao meu coração.
Desencarnou. Enterrei-o no quintal lá de casa.
Lembramos ao Chico o Sultão, inteligente cão do padre Germano. Igual ao Lorde.
Falamos-lhe de um cão que possuímos e se chamava Sultão, em homenagem ao padre Germano.
Chico contou-nos casos do Lorde; contamos-lhe outros do Sultão.
E, em pouco tempo, estávamos emocionados.
Ah! sim, os animais também têm alma e valem pelos melhores amigos!
(Ramigo Gama-Lindos Casos de Chico Xavier)

Nenhum comentário:

Postar um comentário