sábado, 4 de abril de 2020

Depois da Crise

Gemendo de dor, o jovem pedia providências enérgicas.
Reclamava a presença de médicos competentes.
Suplicava pelo carinho de seus pais.
Rogava o concurso fraterno de amigos e companheiros
Encaminhado ao hospital, movimentaram-se logo os recursos necessários. 
Anotações e exames.
Radiografias e aparelhagem especializada.
Por fim, o diagnóstico e a necessidade evidente de longo tratamento, com internação, a fim de que a enfermidade fosse contornada com segurança.
Informado a respeito, o jovem dispôs-se a tudo.
Entretanto, cinco dias após o internamento, o rapaz resolveu abandonar o hospital, alegando que se sentia melhor e, sendo jovem, precisava aproveitar a vida.

Fato semelhante ocorre conosco.
Quando os problemas angustiantes ou as enfermidades aflitivas batem-nos à porta, somos pródigos em rogativas a Deus.
Pedimos o concurso de Amigos Espirituais.
Aventamos a necessidade de passes, através de companheiros encarnados.
Frequentamos assiduamente as sessões espíritas, buscando consolo e paz, e ressaltando o imperativo da reforma íntima.
Entretanto, basta que surjam as melhoras e os problemas desapareçam, para que logo nos esqueçamos de todos os compromissos com os Benfeitores da Vida Maior e, então, nos atiremos às avenidas das diversões, alegando que a vida é curta e é preciso aproveitá-la.
(Espírito Valérium-Histórias da Vida-Antônio Baduy Filho)

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