O Poder da Não-Violência
Futuras gerações dificilmente acreditarão que tenha passado sobre a face da Terra, em carne e osso, um homem como ele.
Essa afirmação de Albert Einstein (1879-1955) diz respeito ao líder indiano Mohandas Gandhi (1869-1945).
Quando analisamos sua existência, a maneira absolutamente incrível como libertou seu país do jugo inglês, entendemos a admiração do grande físico.
A Índia era a joia mais preciosa da coroa britânica, destacando-se num império tão grande, em seu apogeu, que nele o Sol nunca se deitava.
Os inglesVes não estavam nada dispostos a atender os reclamos de liberdade do povo indiano, nem preocupados com aquele homem mirrado que encarnava os anseios populares.
Não contavam com sua espiritualidade, a capacidade de mobilização para o mais incrível de todos os movimentos em favor da liberdade - a desobediência civil.
Por orientação de Gandhi, deveria ser sustentada pelo princípio da não-violência nos confrontos com os usurpadores do solo pátrio.
Havia quatro itens fundamentais:
* Violência Física: Não agredi-los.
* Violência Verbal: Não falar mal deles.
* Violência Mental: Não pensar mal deles.
* Violência Emocional: Não odiá-los.
Os homens liderados por Gandhi paralisavam trens, desobedeciam leis, infringiam regulamentos, sustentavam greves...
Pacificamente, deixavam-se prender e torturar sem alimentar ódios ou ressentimentos.
E porque não podiam, indefinidamente, atacar e encarcerar aquelas multidões que corajosamente infringiam suas leis e obstinadamente recusavam reagir às suas agressões, os ingleses acabaram se convencendo de que a única solução seria deixar a Índia.
Diz Gandhi: "A não-violência é a lei da espécie humana, assim como a violência é a lei do bruto. O Espírito jaz dormente no irracional, que não conhece outra lei senão a força. A dignidade do homem exige obediência a uma lei superior - ao poder do Espírito.
O "mahatma" está nos convidando a assumir a condição humana, marcada pelo empenho de nos sobrepormos aos instintos.
Foi assim que ele libertou um povo.
É assim que nos libertaremos do bruto ainda dominante no comportamento humano.
Mostrando-nos o vasto painel que se desdobra além-túmulo, a Doutrina Espírita enfatiza que é de fundamental importância limparmos nosso coração de mágoas e rancores, pesos terríveis que nos prendem a faixas vibratórias inferiores, a sustentar males variados que nos oprimem.
Um repórter perguntou a Gandhi se ele já havia perdoado seus inimigos.
- Nunca perdoei ninguém.
- Não entendo... o senhor, líder espiritual do povo indiano, contrário a qualquer sentimento de animosidade, não perdoa seus inimigos?!
- Não é preciso. Nunca me senti ofendido...
(Richard Simonetti-Rindo e Refletindo com a História)
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