sexta-feira, 4 de outubro de 2019

                                                     ORAÇÃO DOMINICAL

Novamente voltamos a chamar a atenção dos Espíritas sobre a “Oração Dominical”, ensinada por Jesus e que, posteriormente, a Igreja dominante intitulou de “Pai Nosso”, alterando-lhe o texto para afastar do conhecimento de seus profitentes a Lei da Reencarnação, procurando mantê-los na ignorância a respeito desta questão transcendental por todos os meios, desde o Concílio de Constantinopla, no ano 553 d.C., convocado pelo imperador Justiniano.
Se já sabemos e estamos conscientes de que o Espiritismo é o Cristianismo Redivivo, com toda a sua pureza e simplicidade transmitida por Jesus, compete-nos seguir-lhe os passos, sem deturpar-lhe a obra. Por isso, não podemos deixar de meditar e buscar o que o Espírito de Verdade nos pede: INSTRUIRMO-NOS. 
E o Espiritismo é uma Doutrina que tem de ser estudada, sob pena de nada entendermos e sermos pedra de tropeço, causando danos à obra. É importante que saibamos e que divulguemos o texto original.
Conta-nos o Espírito Humberto de Campos que, após ter explicado a Pedro e aos demais discípulos várias questões relativas à comunhão com Deus, e a pedido de um dos filhos de Alfeu (Tiago e Levi), "Jesus, elevando o seu Espírito magnânimo ao Pai Celestial e colocando o seu amor acima de todas as coisas, exclamou:
"Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome." E, ponderando que a redenção da criatura nunca se poderá efetuar sem a misericórdia do Criador, considerada a imensa bagagem das imperfeições humanas, continuou: "Venha a nós o teu reino." Dando a entender que a vontade de Deus, amorosa e justa, deve cumprir-se em todas as circunstâncias, acrescentou: "Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céus." Esclarecendo que todas as possibilidades de saúde, trabalho e experiência chegam invariavelmente, para os homens, da fonte sagrada da proteção divina, prosseguiu: "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje." Mostrando que as criaturas estão sempre sob a ação da lei de compensações e que cada um precisa desvencilhar-se das penosas algemas do passado obscuro pela exemplificação sublime do amor, acentuou: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores." Conhecedor, porém, das fragilidades humanas, para estabelecer o princípio da luta eterna dos cristãos contra o mal, terminou a sua oração, dizendo com infinita simplicidade: - "Não nos deixes cair em tentação e livra-nos de todo mal, porque teus são o reino, o poder e a glória para sempre. Assim seja."
Levi, o mais intelectual dos discípulos, tomou nota das sagradas palavras, para que a prece do Senhor fosse guardada em seus corações humildes e simples. A rogativa de Jesus continha, em síntese, todo o programa de esforço e edificação do Cristianismo nascente. Desde aquele dia memorável, a oração singela de Jesus se espalhou como um perfume dos céus pelo mundo inteiro." 
(Espírito Humberto de Campos-Boa Nova-C. Xavier)

Luiz Alberto Cunha da Silva

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