sexta-feira, 4 de outubro de 2019

                                 Suicídio – Efeitos

1 – Todos os suicidas passam pelas mesmas experiências dolorosas?
       Basicamente, sim, embora com algumas diferenças relativas ao tipo de morte e à condição evolutiva. Quanto mais evoluído, em termos de cultura e discernimento, mais sutil se torna o corpo espiritual. Consequentemente, mais passível de registrar, na forma de desajustes, seus comprometimentos com o mal, seja o que pratica contra o próximo, seja aquele que pratica contra si mesmo, pelos excessos, vícios, destemperos e pelo próprio suicídio. 

2 – A par da terrível constatação de que não alcançou seu intento, não “morreu”, e dos desajustes perispirituais, há algo mais que aflija o suicida logo após o funesto ato?
        Os suicidas enfrentam grandes dificuldades para desligar-se dos despojos carnais. Em tormentos, segundo eles, indestrutíveis, experimentam dolorosa experiência que o mais mórbido ficcionista, autor de histórias de terror, não poderia conceber: a sensação terrível de estarem sendo devorados pelos vermes.

3 – Após os sofrimentos em regiões purgatoriais, o que acontece com aqueles que cometeram o suicídio?
      Depende de suas necessidades e da maneira como reajam às consequências de seu gesto. Após superarem o trauma mais forte, decorrente da agressão que cometeram contra si mesmos, podem estagiar no Além por tempo breve ou longo, mas, fatalmente, todos tornarão à carne para os ajustes devidos, no desdobramento de experiências redentoras.

4 – O suicida libera-se de seus desajustes em uma única existência?
      Em parte, como um doente grave que recebe poderosa medicação, capaz de melhorar o quadro clínico, fortalecendo-o, mas sem liberá-lo inteiramente da enfermidade, o que demandará tratamento mais prolongado, sem prazo para a conclusão. 

5 – Haverá um número certo de reencarnações, até que o suicida se recomponha?
      Não, porquanto isso vai depender de suas reações, de como vai se comportar diante dos sofrimentos e dificuldades que enfrentará. Se cultivar a fé e a submissão aos desígnios divinos, terá condições para a recuperação rápida. Se em contato com o Espiritismo, terá os melhores recursos de esclarecimento quanto à sua postura. A Doutrina será bênção de Deus nesse particular, dando-lhe a consciência de que não está entregue à própria sorte e de que há razões para as dores e problemas que enfrentará.

6 – E quanto ao tempo?
      Chico Xavier dizia que o suicida levará duzentos anos para se recompor, com uma ou mais passagens pela carne. Não obstante, é preciso considerar a vontade do interessado. Os males, no desdobramento do tempo, serão sempre decrescentes, à medida que cresça nele a disposição de enfrentá-los com serenidade e confiança em Deus, sem incidir em novas fugas.

7 – Ao reencarnar, o suicida escolherá o tipo de provação compatível com suas necessidades?
      Nenhum médico consultará um paciente com graves problemas mentais, sobre o tipo de tratamento que receberá. Sabe que ele não tem condições para isso. É o que acontece com o suicida, ao reencarnar. Em seu próprio benefício, o planejamento será feito por mentores espirituais.

8 – O suicida poderá reencarnar numa mesma família? Por exemplo: serem seus pais aqueles que foram seus filhos?
       Se houver tempo... De qualquer forma, existindo uma ligação familiar autêntica, sustentada por laços espirituais e não os meramente sanguíneos estarão juntos tanto na Espiritualidade quanto em experiências futuras. Afetos caros ao seu coração estarão empenhados em ajudá-los, na Terra ou no Além. Hoje e sempre, o amor é o grande bálsamo das dores, o grande remédio para todos os males, a redenção para todas as faltas.
(Richard Simonetti-Suicídio, Tudo o que você precisa saber)

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