quarta-feira, 4 de março de 2020

                                             Livre-Arbítrio e Determinismo

Na dialética da vida, no perpassar da esteira evolutiva, digladiam-se o periférico e o profundo dos nossos psiquismos. 
Este de origem divina, determina a compulsoriedade da nossa ascensão espiritual, aquele, ligado às experiências e atividades repetitivas criadas por nós mesmos, reflete a livre ação que nos consigna o Pai Onipotente, tornando-nos, assim, co-partícipes do eclodir da alvorada em nossas mentes e do amor em nossos corações.
Livre-arbítrio e Determinismo são acessórios auto-reguladores de que se vale a Natureza frente ao evolver continuado de cada ser.
A prática  do livre-arbítrio situa-se em condição de proporcionalidade direta ao patamar evolutivo galgado pelo Espírito.
O determinismo é a força motriz incrustada no nosso inconsciente, "parcela divina em nós", tornando-nos herdeiros do Eterno e direcionando-nos às aquisições imprescindíveis da meta maior de nossa existência: a felicidade da tomada de consciência desse divino que nos compõe.

Há situações que assumem a feição do determinismo e, no entanto, nada mais são que resgates do passado que adiantamos no usufruto do nosso livre-arbítrio. São promissórias, com vencimento na data de hoje, de moedas que, por nossa livre e espontânea vontade, fruímos na anterioridade.
Não olvidemos: o determinismo e o livre-arbítrio se inter-complementam e diferem, em proporcionalidade, um do outro, para cada Espírito, na unidade têmporo-espacial, capacitando-nos à alforria da Lei de Controle, desde que nos coloquemos na condição de unicidade com o Criador.

"Eu e o Pai somos um", afirma categórico o Mestre dos Mestres, a expressar a sua conscientização divina e, na condição de "Cidadão Universal", o direito de exercer esta cidadania, no pleno uso de seu livre-arbítrio.
(Espírito Irmão Saulo-Conselhos Mediúnicos-Francisco Cajazeiras)

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