A Verdadeira Propriedade
Em 1947 adquirimos a casa na Rua Curupaiti, 290, no Méier. Demos de entrada um terço do seu valor e ficamos devendo o restante para pagarmos daí a seis meses, tempo suficiente para obtermos a encampação da dívida pelo nosso Instituto de Pensões e Aposentadorias; providência que havíamos iniciado.
O advogado do vendedor caprichou no modelo da escritura, promessa de venda.
Neófito no assunto, agindo de boa fé e apenas desejando, como espírita, aquilo que nos pertença, assinamos, em cartório, o compromisso. E fomos pagando os juros ao vendedor, ao mesmo tempo em que acompanhávamos no Instituto o processo do empréstimo, com o qual ficaríamos liberado da dívida.
No fim de seis meses, o Instituto não nos conseguiu arranjar os dois terços de nosso empréstimo, que caminhava, exigindo infinidade de papéis e outras providências...
Inocente do que poderia acontecer, uma tarde bate-nos à porta do lar o vendedor, que se fazia acompanhar de seu advogado. Vinha nos intimar a pagar-lhe o restante em 48 horas sob pena de nos tomar a casa...
Juntamente com a companheira, ficamos apreensivos... Não dormimos aquela noite. Na manhã seguinte, demos todos os passos e nada conseguimos arranjar. À noite, certos de que iríamos perder a casa, a convite da esposa, fomos orar. Depois da prece, pede-nos ela: consulte o Evangelho, vamos ver o que nos aconselha Jesus...
- Ora, filha, no Evangelho nada há com relação a casas. O livro divino não trata de coisas materiais...
- Mas experimente...
Com respeito e receio, abrimos o livro e veio-nos, no Cap. XVI, Não se pode servir a Deus e a Mamon, A Verdadeira Propriedade.
Surpresos, lemos toda a página.
E, à proporção que o fazíamos, íamos levantando nosso estado vibratório, até aí tão baixo, que nos impossibilitava qualquer ajuda, e começamos a entender o que seja a verdadeira propriedade, fruto de bons exemplos no discipulado de Jesus. E deixamos o problema da casa material de lado. Ficamos resignados com qualquer desfecho que tivesse. E dormimos medicados pelo abençoado conselho de Jesus.
Na manhã seguinte, visita-nos o querido sogro, advogado e residente no Espírito Santo. Inteirado do que estava acontecendo, convidou-nos a ir com ele no Cartório, pois desejava ler a escritura que assináramos. No cartório, leu e sorriu...
- Você não precisa ficar apreensivo. Seu vendedor poderá esperar, sentado, o restante da dívida, até que a Caixa lhe faça o empréstimo pedido. Não precisa ter pressa nem receios. Não perderá a casa. Apenas vai-lhe pagando os juros...
- Por que diz isto, em que se baseia?
- Aqui na escritura não há nenhum prazo. O esperto do advogado do seu vendedor amarrou-o bem, mas esqueceu-se de colocar na escritura o prazo...
E, assim, mais uma vez, recebemos do Livro Divino uma graça, muito além da que esperávamos.
(Ramiro Gama-Lindos Casos do Evangelho)
Na manhã seguinte, visita-nos o querido sogro, advogado e residente no Espírito Santo. Inteirado do que estava acontecendo, convidou-nos a ir com ele no Cartório, pois desejava ler a escritura que assináramos. No cartório, leu e sorriu...
- Você não precisa ficar apreensivo. Seu vendedor poderá esperar, sentado, o restante da dívida, até que a Caixa lhe faça o empréstimo pedido. Não precisa ter pressa nem receios. Não perderá a casa. Apenas vai-lhe pagando os juros...
- Por que diz isto, em que se baseia?
- Aqui na escritura não há nenhum prazo. O esperto do advogado do seu vendedor amarrou-o bem, mas esqueceu-se de colocar na escritura o prazo...
E, assim, mais uma vez, recebemos do Livro Divino uma graça, muito além da que esperávamos.
(Ramiro Gama-Lindos Casos do Evangelho)
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