O Jogo da Substituição
Tão compenetrada quanto lhe permitiam seus sete anos, a garotinha instalou-se nos joelhos paternos e indagou:
Papai, você gosta de viver?
Sim, filhinha, muito! Quem não apreciaria a vida tendo um tesouro como você?
Papai não quer morrer, meu anjo. Quem lhe disse isso?
Ninguém. Eu é que pensei… Na aula de evangelização a “tia” explicou que o uso do cigarro é uma espécie de suicídio. Provoca doença grave. Você fuma tanto!... Imaginei que desejava morrer.
Danadinha! Você tem razão. Pois bem, papai vai lutar contra esse veneno fumegante. Mas não será fácil. Muitos tentam e acabam derrotados pelo “enroladinho de fumaça”.
Sabe, paizinho, a “tia” ensinou que o cigarro pode ser vencido pelo jogo da substituição.
Substituição?!
Sim. Sempre que sentir vontade de fumar, inicie a brincadeira procurando um pobre e veja o que pode fazer em seu benefício. Assim fica fácil, porque há tantos passando fome, que você vai sentir vergonha de não usar o dinheiro do cigarro na compra de alimentos para eles. Não terá coragem de fumar enquanto existirem pobres. Não vai fumar nunca mais, porque pobreza é o que não falta no mundo.
É uma boa ideia, meu amor. Vamos começar já. Você vem comigo?
Claro! E teremos uma ajuda que não falha. A “tia” sempre diz que Jesus vai com a gente quando procuramos socorrer alguém…
Toda família se beneficia com a iniciação dos filhos no aprendizado da Vida Eterna. Iluminando seus Espíritos, não só ajudaremos a caminhar com segurança, como teremos neles precioso estímulo em favor de nossa própria renovação.
(Richard Simonetti-Atravessando a Rua)
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