terça-feira, 26 de novembro de 2019

A Morte e o Espanto Geral

Sempre que uma pessoa famosa morre, ou desencarna, como diz a Doutrina Espírita, a grande maioria fica estarrecida. E os meios de comunicações são especialistas em fazer drama, em colocar lenha na fogueira, chocando seus espectadores.
Há poucos dias a dama da foice ceifou mais um famoso, gerando comentários de alguns colunistas do tipo "aproveitar" a vida, principalmente porque ele era rico e tinha 60 anos.
Na verdade, os desavisados lamentam a morte em qualquer idade. Para eles, um jovem não pode morrer, porque teria "um futuro pela frente", e as pessoas em geral nunca estão suficientemente velhas e prontas para o desencarne, deixando sempre seus familiares "órfãos" e seus amigos abandonados. "Ah! Ele deixou esposa e tantos filhos", mesmo tendo 80 ou 90 anos.
Lamentavelmente, assistimos neste planeta a ignorância suplantando a inteligência no que concerne ao fenômeno morte.
Temos a impressão que, embora tenham decorridos milênios com manifestações constantes e marcantes sobre a continuidade da vida, descrevendo milhares de fatos sobre manifestações dos ditos "mortos", entre todos os povos e em todos os continentes, uma grande parte da humanidade terrestre ainda insiste em colocar a morte física como o fim de tudo.
Ao que parece, existiu e ainda existe um complô contra o esclarecimento da criatura terrestre, para mantê-la deliberadamente na ignorância acerca do que ela é e do seu futuro.
Sabemos, através da Doutrina Espírita que inteligências perversas dominam o Umbral, a região trevosa do Mundo Espiritual, que influencia sobremaneira a vida dos encarnados.
E por que exercem tal influência? Porque simplesmente os habitantes deste orbe sintonizam com estes seres.
Entre a superfície da Terra, onde reencarnamos, e a dimensão espiritual, existe afinidade de gostos, de ideias. Por isso quando Allan Kardec perguntou aos Espíritos Superiores se os Espíritos influenciavam sobre nossos pensamentos e nossas ações, eles responderam, na Questão 459 de "O Livro dos Espíritos", que os Espíritos exercem uma influência muito maior do que imaginamos, chegando ao ponto de nos dirigir.
Não vamos aprofundar aqui a questão da evolução da criatura humana, contudo, é sempre bom lembrar que a Terra é um planeta de provas e expiações, onde estão criaturas que vêm evoluindo, cometendo inúmeros desatinos ao longo dos milênios, convivendo com outras criaturas desencarnadas em número quatro vezes maior do que os cerca de 8 bilhões de encarnados. Sim, são cerca de 30 bilhões de Espíritos que vivem no mundo espiritual, na atmosfera da Terra. 
No âmbito dos encarnados, todos os dias nos deparamos com pessoas de diferentes graus de entendimento, com diferentes gostos, com bizarrices, com sábios e com quasímodos, com pessoas boas e pessoas más, com posições políticas, com criminosos, etc., e por aí vai.
Estamos evoluindo mais materialmente, intelectualmente, do que moralmente. Por isso, tanta discrepância. Na própria Terra, temos pessoas mais e menos evoluídas, em contraste bem grande. Tudo para propiciar o progresso dos mais atrasados.
E a sabedoria divina onde entra?
As pessoas não acreditam em Deus? Não confiam no Criador?
Quantos exemplos de intercâmbio entre os seres de cá e de lá no Antigo Testamento!
E a mensagem do Cristo?
O maior representante de Deus aqui na Terra tratou destas questões e ainda retornou após ser morto no Calvário. E conviveu com várias pessoas. Lógico que com o corpo espiritual ou perispírito, como explica Allan Kardec.
Quantas pessoas "mortas", que chamam de fantasmas, já foram vistas em todos os cantos do mundo?
E ninguém acredita que a vida continua?
Sua mensagem, chamada de Evangelho, não está sendo levada a sério? Distorceram suas ideias?
Tudo indica que sim.
Temos a impressão de que as religiões seguiram por caminhos diferentes, bem distantes dos ensinos e exemplos do Cristo.
Depois de dois mil anos, é de se lamentar quanta ignorância a respeito do que somos, de onde viemos e para onde iremos.
Jesus falou que pediria ao Pai para enviar o Consolador, porque sabia que sua mensagem teria dificuldades de ser entendida.
Passados dezoito séculos, várias manifestações tidas como sobrenaturais, chamaram a atenção de muitas pessoas, em vários países. E o Professor Rivail foi chamado a estudá-las, na Europa. Assim nasceu a Doutrina Espírita, depois de muitas observações e informações obtidas junto aos que se comunicaram com inúmeros médiuns, e que o Professor Rivail, mais tarde, Allan Kardec, compilou e organizou em livros, criando, assim, uma doutrina codificada.
Desse modo, a partir de 1857, com a publicação de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, tivemos acesso a inúmeras informações sobre a realidade do Espírito e as suas relações com o mundo material.
Na forma de perguntas e respostas, os Espíritos explicaram tudo o que a Humanidade estava preparada para receber e compreender, esclarecendo-a quanto  aos eternos enigmas de sabermos de onde viemos, por que estamos aqui, e para onde vamos, facilitando, assim, ao homem a compreensão dos mais difíceis problemas que o envolvem.
Luiz Alberto Cunha da Silva

www.radiomundoespirita.com


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