domingo, 3 de novembro de 2019

         

                                  Finados

Todos os anos, em muitos lugares neste planeta, assistimos, no dia 2 de novembro, ao culto dos mortos. Antes, porém, muitas pessoas reformam seus jazigos, enfeitando-os, tratando-os como se fossem moradas dos seus amados que já partiram da Terra. Percebe-se que as religiões até hoje nada fizeram para mudar tais procedimentos e, o que é pior, incentivaram-nos, num flagrante atestado de ignorância a respeito do Mundo Espiritual.

Allan Kardec, em "O Livro dos Médiuns", pergunta: Há Espíritos? 
Muitas pessoas dizem que não acreditam em Espíritos, dando a entender que também não acreditam em si, que existem.
A Doutrina Espírita vai além das religiões, pois, comprova, cientificamente, a imortalidade. E isto não é uma questão de convicção religiosa, mas de estar bem ou mal informado, uma vez que o Espírito já foi pesado, medido e entrevistado, em vários laboratórios. 
Na questão 85 de "O Livro dos Espíritos", os Espíritos Superiores informaram a Kardec que o Mundo Espiritual é o principal, já existia antes e sobrevive a tudo.

Antes de sermos seres humanos, somos Espíritos, filhos de Deus. Por ocasião da morte do corpo físico ou desencarnação, este é restituído à Natureza. Já o Espírito, junto com o perispírito (corpo astral), vai para outras dimensões vibratórias.
Muitos Espíritos sofrem, após a morte física, por falta de preparo espiritual, por desconhecimento das Leis Divinas que regulam o inter relacionamento entre os dois mundos. É uma questão de atraso espiritual.

Quando nos apegamos aos bens terrenos, acabamos nos distanciando do Criador, não tendo noção do Mundo Espiritual, não o compreendendo.
Assim, o culto aos mortos, que no início tinha o significado de fertilidade, pois, acreditavam os povos antigos que eles deveriam ser enterrados como sementes para renascerem, com festas e orgias ao lado dos túmulos. A partir do século X, a Igreja Romana instituiu “finados”, destinado aos Espíritos que estariam no Purgatório.

Para o Espiritismo este é um dia como qualquer outro. Não precisamos ir a cemitérios para homenagear nossos entes queridos. O que sensibiliza os Espíritos não é a visita aos túmulos, mas a lembrança fraterna e a prece sincera dos que estão por aqui.
Para tanto, podemos pensar neles em qualquer dia e em qualquer lugar.
Luiz Alberto Cunha da Silva

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