A Joia
Há muitos anos, quando Francisco Xavier residia em Pedro Leopoldo, era comum as pessoas irem procurá-lo a fim de que ele, como médium conhecido por sua caridade e fraternidade, desse opiniões abalizadas aos problemas dos que dele se acercavam.
Um chefe de família o procurou desesperado numa dessas vezes. Segundo ele, sua casa estava sendo invadida por Espíritos inferiores, que provocavam efeitos físicos terríveis, assustando a todos da casa e até os vizinhos. As portas e janelas abriam-se e fechavam-se sem ter ninguém por perto. Barulho de telhas quebrando, objetos voando e, algumas vezes, os Espíritos manifestavam-se através de sua esposa que, pelo fenômeno da psicofonia, dizia palavrões e impropérios contra as pessoas da família.
Chico ouviu atentamente o relato daquele senhor e pediu para que ele voltasse no dia seguinte.
Quando ele voltou, no dia seguinte, Chico lhe disse que os irmãos espirituais asseguravam que o remédio salutar e eficaz para esse tipo de ocorrência seria o “Evangelho no Lar”.
A família passou a fazer, assiduamente, o culto no lar e o tempo passou celeremente.
Quando faltavam poucos dias para aquele culto completar cinco anos, o companheiro voltou ao médium Chico Xavier e contou-lhe que a situação em sua casa houvera melhorado sensivelmente, mas que os amigos espirituais lhe contaram que os obsessores haviam se retirado, exceto um, que teimava em não sair daquela casa, mantendo renitente e teimoso.
Chico, com sua calma habitual, ponderou que o esforço da família fazendo o “Evangelho no Lar”, durante aqueles cinco anos, seria recompensado com um lindo presente.
A família, felicíssima, aguardava o presente prometido pelos benfeitores espirituais, quando um assaltante entra na casa e leva uma belíssima joia da família de grande valor. Um anel de brilhantes.
Transtornado e decepcionado, o chefe da família procurou novamente Chico Xavier, só que dessa vez para reclamar do roubo, e recebe a seguinte resposta:
Este foi o presente anunciado, caro amigo! O prêmio maior para sua família! O culto no lar espantou quase todos os obsessores da sua casa, menos um que se achava imantado fluidicamente ao anel de brilhantes que foi roubado. O terrível obsessor acompanhou o ladrão e o fez roubar o anel ao qual estava há muitos anos ligado. A joia já foi objeto de rixas e disputas que culminaram em mortes. Repito, este foi o presente, amigo!
(Djalma Santos-Histórias da Vida Eterna)
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