segunda-feira, 22 de novembro de 2021

 O Aviso

A palma das mãos arroxeara subitamente.

Notara-o de improviso.

Os dedos pareciam marcados por hematomas horríveis.

Sensações estranhas, de quando em quando, sacudiam o corpo.

A crente espírita acreditou-se a um passo da desencarnação.

Chamado o médico, em caráter de urgência, este constatou a própria  estranheza ante os sintomas narrados pela enferma. No entanto, procedeu a exames, receitou…

Medicada, a doente consultou a consciência. Releu páginas do Evangelho, meditou…

Não desejava morrer. Todavia, já que a morte a espreitava, seria mais prudente preparar-se para recebê-la.

Arrumou-se. Fez relatórios. Organizou tudo. Orou…

Mas não morreu. 

As manchas horripilantes não passavam de nódoas de um humilde jenipapo que fora descascado para refresco saboroso e completamente esquecido.


Muitas vezes, um humilde fruto, deixando-nos nódoas nas mãos, consegue mais do que muitas advertências verbalistas.

Fiquemos atentos!

Nem sempre a desencarnação que nos aguarda, seguindo conosco, envia avisos que tais.

(Espírito Ignotus-Panoramas da VIda-Divaldo Franco)


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