O Aviso
A palma das mãos arroxeara subitamente.
Notara-o de improviso.
Os dedos pareciam marcados por hematomas horríveis.
Sensações estranhas, de quando em quando, sacudiam o corpo.
A crente espírita acreditou-se a um passo da desencarnação.
Chamado o médico, em caráter de urgência, este constatou a própria estranheza ante os sintomas narrados pela enferma. No entanto, procedeu a exames, receitou…
Medicada, a doente consultou a consciência. Releu páginas do Evangelho, meditou…
Não desejava morrer. Todavia, já que a morte a espreitava, seria mais prudente preparar-se para recebê-la.
Arrumou-se. Fez relatórios. Organizou tudo. Orou…
Mas não morreu.
As manchas horripilantes não passavam de nódoas de um humilde jenipapo que fora descascado para refresco saboroso e completamente esquecido.
Muitas vezes, um humilde fruto, deixando-nos nódoas nas mãos, consegue mais do que muitas advertências verbalistas.
Fiquemos atentos!
Nem sempre a desencarnação que nos aguarda, seguindo conosco, envia avisos que tais.
(Espírito Ignotus-Panoramas da VIda-Divaldo Franco)
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