quarta-feira, 24 de novembro de 2021

 O Assistido


Diante daqueles a quem socorres, não admitas que a caridade seja prerrogativa unicamente de tua parte.

Enumera os bens que recolhes daqueles a quem amparas.

Habitualmente doamos aos companheiros necessitados algo do que nos sobra, deles recebendo muito do que nos falta. 

É preciso não esquecer que da pessoa a quem assistimos obtemos benefícios substanciais, como sejam:

  • a verificação de nossas próprias vantagens;

  • o conhecimento das responsabilidades que nos competem, à frente dos outros;

  • o aviso salutar, com relação aos deveres que nos cabem, na preservação dos bens da vida; 

  • a paciência com os nossos obstáculos e males menores;

  • o ensinamento da provação com que somos defrontados; 

  • a aquisição de experiência;

  • as vibrações de simpatia;

  • o auxílio que recebemos para sustentar mais amplo auxílio aos outros;

  • o consolo nos sofrimentos que, porventura, nos fustiguem;

  • o crédito moral que se regista, a nosso favor, na memória dos Espíritos encarnados e desencarnados, que amparam a criatura em crises e empeços maiores que os nossos.


Serve a benefício dos semelhantes, tanto quanto possas e como possas, em bases da consciência tranquila, sempre que encontres o próximo baldo de equilíbrio, espoliado de esperança, sedento de paz ou cansado de angústia, nas trilhas do cotidiano, porque a caridade é sempre maior nos dividendos para aquele que dá. Por isso mesmo, temos no Evangelho do Senhor a advertência inesquecível: “Mais vale dar que receber”.

(Espírito Emmanuel-Caridade-C. Xavier)


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