A Doutrina Secreta de Cristo
O que Jesus nos ensinou não é um culto faustoso, não é uma religião sacerdotal, opulenta de riquezas e cerimônias e práticas exteriores que sufocam o pensamento. Não, meus amigos, não é nada disso. O que o Mestre quer, sem dúvida, é um culto simples e puro, todo de sentimento, sem pompas e imagens, consistindo na relação direta, sem intermediário, da consciência humana com Deus.
Esses princípios doutrinários que o Mestre nos transmitiu, certamente, dão sentido à verdadeira Religião, porque unem as criaturas entre si mesmas e estas ao seu Criador. Religião, em última análise, significa ligar. E as pessoas ligam-se quando irmanadas pelos mesmos princípios e pelos mesmos ideais. O ele legítimo e indestrutível dessa ligação é o Amor, na sua acepção mais elevada, mais sublime.
Nestas circunstâncias, podemos afirmar: a verdadeira Doutrina do Cristo se resume nessas palavras de eloquente concisão:
“Amai o vosso próximo como a vós mesmos e sede perfeitos como vosso Pai é perfeito. Nisso se encerram toda a bbd
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]fgF;kio8; ;jg;8~~99bg,. Rabi, tão pura, tão simples, tão lógica, tão racional, infelizmente, por interesses mesquinhos do nosso homem, veio a ser conspurcada: “Homem ruim semeou o joio no meio do trigal”.
Os dogmas, os cultos exteriores, as pompas, os aparatos suntuosos, as imagens, a mercantilização das coisas do Espírito e mais uma série de patifarias poluíram a linfa cristalina da legítima Doutrina do Cristo. Sabendo, anteriormente, do que o homem seria capaz de fazer com a sua Doutrina, o Mestre nos afiançou que nos enviaria o Consolador Prometido, através do Espírito de Verdade, para restabelecer as Verdades Eternas e nos ensinar outras coisas.
Sim, meus amigos, cumpriu-se a promessa do Mestre com o advento do Espiritismo. Sua missão é restabelecer a Doutrina do Cristo na sua pureza de origem e nos mostrar, ainda mais, que sob o véu da Doutrina do Mestre estavam as Grandes Verdades, as Eternas Verdades que brilham nas leiras de luz do Espiritismo Legítimo. Do diálogo entre Cristo e Nicodemos, por certo, brotou a luz da Reencarnação, indispensável ao nosso progresso moral. Quando o Mestre disse que “na casa do meu Pai há muitas moradas”, o Espiritismo comprova a pluralidade dos mundos habitados. Hoje a ciência também admite a pluralidade dos mundos habitados. Quando o Cristo se transfigurou no Thabor, conversando com os Espíritos de Elias e Moisés, induvidosamente, Ele deixou a porta aberta para que o Espiritismo penetrasse fundo nas pesquisas mediúnicas, emergindo, com resultados positivos, provando que o homem encarnado pode se comunicar com o homem desencarnado, ou seja, com o seu Espírito, através de processos sumamente idôneos.
Enfim, múltiplos são os elos de ligação entre a Doutrina do Cristo e a nossa Doutrina (O Espiritismo codificado por Kardec), ambas vinculadas pelo mesmo denominador comum - o Amor Cristão - a única saída para a nossa sofrida sociedade, ainda tão atolada no pântano das misérias humanas.
(Domério de Oliveira-Nos Rastros do Eterno)
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